É com grande entusiasmo que anunciamos o XV ENCAT — Encontro de Catálise do Norte, Nordeste e Centro-Oeste 2026, que ocorrerá em Salvador/BA, nos dias 12 a 14 de agosto de 2026.
O tema do evento, "Catálise e construção de pontes científicas para a economia circular no Brasil", reflete o compromisso da comunidade científica em integrar a pesquisa em catálise às práticas sustentáveis, contribuindo para o avanço da economia circular em nosso país.
O encontro será realizado no Espaço Cultural 2 de Julho, na sede da Reitoria do IFBA, localizada na Avenida Araújo Pinho, nº 39, bairro do Canela, Salvador/BA. Esperamos reunir aproximadamente 200 participantes, promovendo um ambiente propício à colaboração, ao intercâmbio de conhecimentos e ao fortalecimento da nossa comunidade científica.
Cada inscrição dará direito à submissão de um trabalho. Em breve, divulgaremos o site oficial do evento, onde estarão disponíveis informações detalhadas, incluindo o template para submissão (trabalhos de até 2 páginas), os prazos, os valores de inscrição e a programação preliminar.
Contamos com a presença da comunidade catalítica para fazer do XV ENCAT um encontro memorável e de grande impacto científico.
Atenciosamente,
Prof. Dr. Luiz Antônio Magalhães Pontes
Presidente da Comissão Organizadora do XV ENCAT
Prof. Dr. Caio Luis Santos Silva
Coordenador da Regional I da SBCat
Tive toda a minha trajetória educacional inicial em escolas públicas de Teresina, capital do Piauí. Realizei minha formação escolar em instituições das redes municipal, estadual e federal. Cheguei a iniciar o ensino médio em escola regular, mas optei por redirecionar meus estudos com o objetivo de ingressar na então Escola Técnica Federal do Piauí (ETFPI). Em 1996, fui aprovado no processo seletivo da ETFPI, que posteriormente se tornou o Instituto Federal do Piauí (IFPI), onde concluí, em 1999, o curso de técnico em Edificações. Essa formação despertou meu interesse pela área de construção civil, levando-me a prestar vestibular para Engenharia Civil no ano 2000.
Naquele período, o sistema de seleção da Universidade permitia a escolha de uma segunda opção de curso, e foi por meio dela que ingressei, em 2001, no curso de Licenciatura em Química da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), concluído em 2004. Minha formação técnica não contemplava uma base sólida em Química, o que resultou em dificuldades iniciais nas disciplinas específicas do curso. Por outro lado, a boa formação em matemática e física contribuiu para que eu superasse essas limitações, permitindo rápida adaptação ao curso e melhor desempenho ao longo da graduação.
Em 2005, fui aprovado no mestrado em Química da Universidade Federal do Piauí (UFPI), concluído em 2007, com dissertação voltada ao desenvolvimento de materiais poliméricos reforçados com fibras naturais. Foi também nesse período que me casei com Irlanny Araujo Santiago Santos, pessoa fundamental em minha trajetória pessoal e profissional. Ainda em 2007, fui aprovado para o doutorado em Química na UNICAMP, sob orientação da Profa. Claudia Longo, quando iniciei minha atuação na área de Catálise, com ênfase em fotoeletrocatálise.
Durante o doutorado, desenvolvi estudos com filmes finos de TiO2 dopado com ferro, buscando modificar suas propriedades ópticas e eletrônicas. Esses materiais foram aplicados na degradação de poluentes orgânicos persistentes e na produção de hidrogênio por meio de water splitting. Nesse período, estabeleci colaborações internacionais relevantes na minha formação, realizando estágios na Argentina, junto aos grupos da Profa. Sara Bilmes e do Prof. Galo Soler-Illia, e nos Estados Unidos, na University of Texas at Arlington, sob supervisão do Prof. Kristian Rajeshwar.
Após minha defesa da tese, em 2011, retornei ao Piauí, onde fui convidado pelo então reitor da UESPI, Prof. Nouga Batista, a integrar projeto envolvendo eletroquímica aplicada à produção de biodiesel, contribuindo para a continuidade das minhas atividades de pesquisa. Ainda em 2011 nasceu meu primeiro filho, Marcelo Santos. No mesmo ano, fui aprovado em primeiro lugar em concurso público para docente efetivo da UESPI.
Em 2013, tivemos nosso segundo filho, Benício Santos. Desde minha entrada na UESPI venho desenvolvendo pesquisas na área de Catálise, com ênfase em fotoeletrocatálise, fotocatálise e energias renováveis. Em 2015, com a aprovação do Programa de Pós-Graduação em Química (PPGQ/UESPI), intensifiquei minha atuação na formação de recursos humanos e no fortalecimento das linhas de pesquisa. Em 2017, juntamente com os professores Geraldo Eduardo Luz-Jr e Laecio Santos Cavalcante, cofundamos o grupo de pesquisa GrEEnTec, ampliando colaborações científicas com diversos outros docentes.
Atualmente, sou bolsista de produtividade do CNPq (PQ2) e minhas pesquisas concentram-se na compreensão de processos fotoeletroquímicos, mecanismos de transferência de carga e desenvolvimento de materiais para conversão de energia solar, produção de hidrogênio e sensores eletroquímicos. Como docente e pesquisador, atuo na formação de estudantes de iniciação científica, mestrado e doutorado.
No âmbito institucional, fui coordenador do PPGQ por dois mandatos consecutivos (2015–2019), coordenador de graduação (2022–2024) e Diretor de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação, contribuindo para o fortalecimento da pesquisa e da pós-graduação na UESPI.
A VI Reunião sobre Argilas Aplicadas (RAA) será realizada entre os dias 11 e 13 de maio de 2026, no Anfiteatro do CCET da UFRN, em Natal/RN. Com o tema “Reconectando Saberes e Aplicações em Argilominerais”, o evento marca o retorno dos encontros da comunidade científica dedicada ao estudo e às aplicações de argilas e materiais correlatos
Consolidada como um espaço de integração entre pesquisadores, estudantes e profissionais de diversas áreas, a RAA tem como objetivo promover o intercâmbio de conhecimentos científicos e tecnológicos, estimulando o diálogo entre diferentes vertentes de pesquisa e aplicações industriais envolvendo argilominerais.
A programação contará com:
• Minicursos especializados
• Palestras com pesquisadores nacionais e internacionais
• Sessões técnicas nas modalidades oral e pôster
Entre os palestrantes confirmados estão nomes de destaque como Cesar Viseras (UGR – Espanha), Fernando Wypych (UFPR/UTFPR), Alexandre Leitão (UFJF), André Mexias (UFRGS), Luiz Bertolino (CETEM), além de pesquisadores da UFRN, UFRGS, UFMA, UNIFRAN, entre outras instituições
A programação inclui minicursos sobre:
• Argilas aplicadas à catálise
• Síntese de zeólitas empregando argilominerais
• Plataformas minerais para engenharia de heteroestruturas avançadas
• Análise textural de materiais porosos por adsorção de gases
Além disso, serão abordados temas contemporâneos como materiais 2D, aplicações ambientais de argilominerais, cálculos DFT em compósitos lamelares e manufatura aditiva de dispositivos médicos
A VI RAA é organizada por equipe vinculada ao LABPEMOL/UFRN, sob coordenação da Prof.ª Sibele Pergher (IQ/UFRN), com participação ativa de pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação
O evento reforça a importância da colaboração científica nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais fóruns brasileiros dedicados ao estudo de argilas aplicadas e seus desdobramentos tecnológicos.
Local: Anfiteatro do CCET – UFRN, Natal/RN
Data: 11 a 13 de maio de 2026
Mais informações acesse AQUI
Instagram: @viraa.2026
A VI RAA 2026 convida pesquisadores, estudantes e profissionais da área a participarem deste importante encontro científico, promovendo avanços e novas conexões no campo dos argilominerais.
Minha trajetória em catálise começou no mestrado. Sou graduada em Licenciatura Plena em Química pela Universidade Estadual do Piauí (UESPI), onde fiz minha primeira iniciação científica na área de eletroquímica, estudando sensores (microeletrodos) para detecção de fármacos em meio aquoso, sob orientação do Prof. Dr. Reginaldo da Silva Santos. Essa experiência despertou meu interesse pela pesquisa e o desejo de seguir carreira acadêmica.
Ao ingressar no mestrado da Universidade Federal do Piauí (UFPI), passei a estudar catálise. Sob orientação do Prof. Dr. Geraldo Eduardo da Luz Júnior e coorientação do Prof. Dr. Reginaldo da Silva Santos, comecei a trabalhar com fotocatálise para degradação de contaminantes emergentes, utilizando óxidos semicondutores. Meu desejo era continuar atuando na eletroquímica, e isso nos levou a investigar filmes semicondutores com aplicações fotoeletrocatalíticas. Hoje, o nosso grupo, o GrEEnTec (Grupo de Estudos em Energias Renováveis & Tecnologias em Catálise), segue atuando com filmes semicondutores e catálise voltada à remediação ambiental.
No doutorado, também na UFPI, aprofundei a linha de pesquisa em fotocatálise, desenvolvendo compósitos e filmes semicondutores em heterojunções para aplicações ambientais. Foi nesse período que comecei a participar mais ativamente de eventos científicos. Lembro com muito carinho do meu primeiro ENCAT (Encontro de Catálise do Norte, Nordeste e Centro-Oeste), realizado em Belém (PA), que foi um momento de grande aprendizado e integração com a comunidade científica. Depois, participei do Congresso Brasileiro de Catálise (CBCat), em São Paulo, e desde então sempre aguardo com entusiasmo nossos encontros, que enriquecem muito nossa formação.
Durante o doutorado, realizei estágio sanduíche no Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica (LIEC), no Departamento de Química da UFSCar, sob supervisão do Prof. Dr. Elson Longo. Essa vivência trouxe um grande crescimento científico e pessoal, além de fortalecer parcerias com o professor Elson e com a Profa. Dra. Lúcia Helena Mascaro. Em 2022, pela Regional 1 (Norte, Nordeste e Centro-Oeste), tive a oportunidade de contribuir com a organização da 13ª edição do ENCAT, realizada remotamente e sediada pela comunidade de Teresina (PI).
Nos últimos anos do doutorado, atuei como professora substituta no Instituto Federal do Piauí (IFPI) enquanto finalizava minha tese. Depois, participei de processos seletivos de pós-doutorado em outros estados, mas acabei decidindo permanecer no Piauí por questões de saúde. Realizei então meu estágio pós-doutoral na UESPI, sob supervisão do Prof. Dr. Laécio Cavalcante, que sempre foi um grande colaborador das nossas pesquisas. Nesse período, participei da coorientação de dois mestrandos e alunos de iniciação científica.
Atualmente, sou Professora EBTT efetiva do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) e mantenho parcerias de pesquisa com o Programa de Pós-Graduação em Química da UESPI (PPGQ-UESPI). Também atuo como professora colaboradora no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Biotecnologia da Rede BIONORTE (PPG-BIONORTE).
A pesquisa abriu muitas portas na minha vida, tanto profissional quanto pessoal. Meu objetivo é continuar desenvolvendo trabalhos nas áreas de catálise e remediação ambiental, contribuindo para soluções que impactem positivamente a sociedade e o meio ambiente.
Gostaria de agradecer à SBCat pela oportunidade de contar um pouco da minha história. Eu já li vários relatos de pessoas que admiro nesta seção, que considero de grande relevância, e não imaginei que um deles poderia ser o meu.
Eu nasci em São Paulo/SP, porém, após a morte da minha mãe, quando eu ainda era criança, vim morar no estado do Rio Grande do Norte com a minha avó materna, na cidade de Macau. Eu sempre estudei em instituições públicas. Mas vamos catalisar para a parte na qual fui apresentada à Química.
Em 2010, entrei no curso técnico de nível médio integrado em Química no IFRN – Campus Macau. Fui apresentada à Química, área que escolhi seguir, pois me apaixonei ao longo do curso. Pela primeira vez, tive acesso a uma educação de excelência. Concluí o curso no período regular de quatro anos e, devido à minha dedicação, recebi o certificado de distinção acadêmica Magna cum laude.
Iniciei meus estudos na UFRN em 2014, em Natal/RN, no curso de Química Licenciatura. Já sabendo da existência do programa de Iniciação Científica, assim que entrei na universidade, ainda no primeiro semestre de 2014, perguntei ao professor Tiago Pinheiro Braga se ele tinha algum projeto e demonstrei interesse em participar. Alguns meses depois, ele me convidou para ser sua primeira aluna de Iniciação Científica no LABPEMOL, onde fui muito bem acolhida também pela professora Sibele Pergher. No LABPEMOL fui apresentada à catálise e participei do meu primeiro ENCAT em 2014, em Recife/PE. Além da Iniciação Científica, também fui aluna do Programa de Iniciação à Docência (PIBID) e professora de Química no projeto de extensão — cursinho do DCE da UFRN. Estes dois últimos me fizeram crescer muito enquanto profissional docente.
Concluí o curso no período regular de quatro anos e, devido à minha dedicação, recebi novamente o certificado de distinção acadêmica Magna cum laude, como forma de reconhecimento ao alto desempenho durante o curso de Química Licenciatura. Achei muito importante ser eu, uma mulher negra, a receber essa homenagem em uma ciência que, por muitos anos, teve predominância masculina.
Em 2018, já no mestrado, iniciei os estudos com esferas híbridas de ferro e cobalto. Em fevereiro de 2020, defendi minha dissertação intitulada “Síntese da liga de Fe-Co pelo método de esferas híbridas utilizando carboximetilcelulose como direcionador e sua aplicação em catálise”. Também em 2018 fui professora substituta de Química do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) no Campus Centro Histórico. Foi uma experiência incrível, pois pude retornar à instituição que primeiro me formou como química e pude contribuir e aprender muito. Lecionei na instituição até 2019.
Em fevereiro de 2020, iniciei o doutorado em Química no Programa de Pós-Graduação em Química da UFRN, desenvolvido no LABPEMOL, novamente sob orientação do professor Dr. Tiago Pinheiro Braga. A situação de pandemia dificultou bastante as pesquisas de bancada, mas consegui concluir as disciplinas e a docência assistida. No mesmo período, passei em um concurso como professora de Ciências no município de Parazinho/RN. Assim, realizei todo o doutorado também trabalhando. Em 2024, defendi minha tese intitulada “Síntese de nanotubos de carbono a partir da conversão catalítica do etilbenzeno sob óxidos de SrFe12O19/SiO₂: aplicação na fotodegradação do corante industrial remazol vermelho”. Gostaria de adicionar que consegui apresentar a primeira parte do meu trabalho de doutorado no CBCat 2023 após receber o Prêmio Victor Teixeira da SBCat.
Em 2025, iniciei como pesquisadora no projeto “Avaliação catalítica de componentes de catalisadores de FCC com sistema de poros hierarquizados”, sob a coordenação da professora Sibele Pergher no LABPEMOL. É uma honra trabalhar com a professora Sibele. Também em 2025, fiz parte da equipe de apoio do 23° CBCat, onde fundamos o núcleo SBCat Jovem, do qual me tornei coordenadora.
A catálise se tornou muito mais que uma área da ciência para mim. Ela diminuiu a energia de ativação, encurtando o caminho reacional para que eu alcance meus sonhos. Acredito que ainda tenho muito a aprender e a contribuir. Espero que a catálise e a SBCat continuem me acompanhando.